quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Origem dos dicionários


Origem dos dicionários

O dicionário é uma obra que reúne por ordem alfabética e explica, de maneira ordenada, o conjunto de vocábulos de uma língua ou os termos próprios de uma ciência ou arte. Há também dicionários que explicitam o significado das palavras e a sua correspondência em outros idiomas. Esses livros especiais classificam-se de acordo com seus objetivos didáticos e finalidades a que se propõem. 


Os dicionários existem desde os tempos antigos. Os gregos e romanos já recorriam a eles para solucionar dúvidas e esclarecer termos e conceitos. Esses primeiros dicionários não eram organizados alfabeticamente; apenas reuniam definições de conteúdos linguísticos ou literários. Só no final da Idade Média é que começaram a aparecer dicionários e glossários organizados alfabeticamente. Quando as glosas desses manuscritos latinos ficaram muito numerosas, os monges passaram a ordená-las alfabeticamente para facilitar sua localização. Nasceu aí uma primeira tentativa de dicionário bilíngue latim-vernáculo. A invenção da imprensa, no século XV, deu novo impulso à difusão e ao uso dos dicionários. 

Variedade dos dicionários



Os dicionários distinguem-se de acordo com suas finalidades. Há diferentes tipos de dicionário, destacando-se entre os mais comuns:


• Dicionários gerais da língua: em versão extensa ou adaptada a usos escolares. Contêm um grande número de palavras, definidas em suas várias acepções ou significados. 

• Dicionários etimológicos: trazem a origem de cada palavra, sua formação e evolução.

• Dicionários de sinônimos e antônimos: definem o significado das palavras, apresentando as que são equivalentes ou afins –palavras sinônimas – e as de significados opostos – palavras antônimas. 

• Dicionários analógicos: reúnem as palavras por campos semânticos, ou por analogia a uma ideia. Não costumam ser organizados por ordem alfabética. 

• Dicionários temáticos: reúnem o vocabulário específico de determinada ciência, arte ou atividade técnica. Exemplo: Dicionário de Comunicação, de Astronomia e Astronáutica.

• Dicionários bilíngues ou plurilíngues: explicam o significado dos vocábulos estrangeiros e sua correspondência com os vocábulos nativos. 

Há outros tipos de dicionário, que atendem às mais diversas finalidadesm, como os dicionários de frases feitas, de provérbios etc. 

Os dicionários no Brasil

Página de rosto de O Vocabulário Português..., de Raphael Bluteau, edição de 1712

O Vocabulário Português..., de Raphael Bluteau, lançado entre 1712 e 1728, é considerado a primeira tentativa bem-sucedida de edição de um dicionário da Língua Portuguesa. Entre os pioneiros destaca-se, porém, o Dicionário da Língua Portuguesa, de Antônio Moraes Silva. Publicado em Lisboa, em 1789, é reconhecido como o melhor e o mais completo dicionário da língua. A segunda edição desse dicionário, enriquecida e publicada em 1813, é considerada a produção definitiva de Moraes Silva.


Um exemplo de dicionarista famoso cuja obra perpetua-se até os dias de hoje é Antônio Houaiss, um dos maiores especialistas da Língua Portuguesa.
Organização dos dicionários



Dentro dos dicionários, os verbetes são organizados da seguinte forma:
• Remissões: em algumas palavras aparece ao final um V, abreviatura de Ver Também, que remete o leitor a outra palavra do dicionário. 

• Etimologia: origem da palavra, vem normalmente entre parênteses. 

 Significados especiais: são aqueles relativos às linguagens específicas. 

• Verbete: conjunto de informações, acepções e exemplos que dizem respeito a um vocábulo. 

 Assepsia: cada palavra tem vários ou diferentes significados, as chamadas acepções. Elas especificam-se conforme a ordem escolhida em cada dicionário: a partir das acepções mais antigas ou por sua importância e uso mais frequente. Pequenos números separam os diversos significados. 

• Categoria gramatical ou morfologia: aparece sempre abreviada. 


Uso dos dicionários



Todo dicionário tem sua organização e suas finalidades explicadas em um prólogo. É importante lê-las para saber como aproveitar todas as possibilidades da obra. Embora as informações sobre a língua em seu conjunto sejam objeto dos dicionários gerais – de palavras e enciclopédicos –, vários dicionários especializados podem trazer um enfoque linguístico (dicionários de sinônimos, analógicos, etimológicos) ou enciclopédico (dicionários de psicologia, de informática, de cinema, de literatura). 
Os dicionários, além disso, geralmente trazem como apêndice, no começo ou no final, uma lista das abreviaturas utilizadas e dos sinais de pontuação específicos. Conhecê-los também facilita o manuseio. 

Funções dos dicionários gerais


As principais funções dos dicionários gerais são: 
• Definir o significado das palavras e sua representação ortográfica. 
• Informar a etimologia das palavras, explicando se elas se originam do latim, do grego, do árabe, de alguma outra língua antiga ou se é o caso de empréstimo de alguma língua estrangeira moderna. 
• Informar a categoria gramatical da palavra (substantivo, verbo, pronome etc.) e outros aspectos gramaticais (gênero, número). 
• Auxiliar, como instrumento de estudo de uma língua estrangeira. 
• Ajudar a uniformizar e manter a unidade da língua.


Dicionário enciclopédico



No dicionário enciclopédico é possível encontrar informações sobre os principais assuntos científicos, humanísticos e artísticos e também sobre a vida dos mais ilustres personagens das ciências e das artes, tudo organizado por ordem alfabética. 
Nomes de pessoas devem ser procurados pelo último sobrenome conhecido. Exemplo: Fernando Pessoa deve estar no verbete Pessoa, Fernando. No caso de pseudônimos, como Molière (Jean-Baptiste Poquelin), deve-se procurar pelo pseudônimo. Na lombada de cada volume existe geralmente a primeira e a última palavra tratada em cada tomo. 

Fonte: http://www.academus.com.br


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